nome: Lara Caetano
cidade: Jales

idade: 15
estado: São Paulo

   
 
Deixa cair o sangue de dentro do nosso corpo,
Tudo está girando, sensação incontrolável,
Deixem-me cair...conseguir voar...
Eu não quero mais pensar, no que não consegui ser
Deixe-me sangrar ocultamente, e minha cabeça rodar
Minha mente se afugentar, de tudo, todos , do nada.
Deixa minha diferença te assassinar aos poucos...
Não venha me criticar, não sou seu fantoche estúpido,
Nem seu cachorrinho remoto...
Se tu és tão social,
Deixa eu ser exclusa dessa tua sociedade apodrecida
Deixa minha diferença te assassinar aos poucos...
Deixa minha mente saltar das tuas idéias e ver você enlouquecer
Se não aceito-as, é porque não sou igual, nem quero ser.
Deixe-me aqui , não quero falar sobre humanos,
Eu acostumei com eles, mas não quero participar do que é teu
Quero pensar sozinha, sem tua ordem social
Quero cair na lua, posso voar, olha só como é, veja como será, depois você me verá
Deixar-me sangrando, caindo, a mente voando, o coração parando...
As idéias alucinadas...apenas não quero que me injurie com seus conceitos e não diga-me como devo agir, como devo fazer, o modo em que devo proceder...
Manipule sua vida, já que é tão rotineira e chata...enforque seu cachorrinho que obteve sua personalidade de futilidades...
Deixa eu voar em paz, que isso tudo eu já sei, não quero que mandem em mim, não preciso de vocês...

Comentário: LIBERDADE!!!!!!!!!!!

 

 
colocada no ar dia: 27.01.200

 

 

Fantoches estúpidos

Você faz o que mandam?
Você deixa-se enganar?
É um fantoche de pano,
Que por mãos alheias,
Deixa-se manipular?

Tu ainda crês
No que disseram a ti no passado?
Que tudo era belo, perfeito, mágico,
Que só havia céu estrelado?

Enquanto tu vives
Há alguém por injustiça morrendo
Tudo bem, tu venceste
Mas será que não te fere
Ver teu próximo sofrendo?

Egocentrista, individualista ?
Então por que não estendes a mão
Para ajudar a levantar
Quem há tempo, está no chão?

Quanto rouba da população?
É corrupto e consegue dormir
Enquanto sorri, muitos choram
Sabendo que dia após dia,
O pior há de vir

Onde estão todas promessas?
Aquelas palavras de vigor, mudança?
Ficaram com a verdade sob o palanque?
Ou em sua falsa vingança?

Onde será que esconderem,
Seu olhar de lutador?
Nas ruas , nas crianças famintas, no que batalha?
Esconderam dentro de todos
Que crêem, ainda ser, vencedor...


 

 

A espera

Pensamentos vão e voltam,
O que mais aconteceu?
Não se ouve sobre a guerra,
Nada sobre o filho seu

As marcas estão no rosto,
Escrito o sofrimento
A velha espera sua cria,
Profundo e incessável tormento

Espera que ele apareça
De longe, sem avisar
Que vá chegando e entrando
Que volte , então, ao seu lar

Nas mão ela possui,
O retrato amarelado,
O tempo passou, não voltou
Não o trouxe de volta, a seu lado

Mal sabe a mãe sofredora
Que seu filho não retornará
E enquanto vida tiver crer-se-á
Que para casa ele virá

Espera-o todos os dias
Em plena solidão
Pois para ela viverá, e enquanto viver acreditará,
Que seu anjo voltará...

Espera-o lá fora,
Como nos tempos de infância,
Mas agora em plena solidão,
Diz aos pássaros que ele virá,
E que um dia parará de chorar
Mesmo não sabendo ela
Que seu filho tão amado,
Já está morando em outro lugar,
Tão distante da sua mãe,
Sem sepulcro está no mar...


 
 

Mortos não estamos,
Um dia poderemos ser,
Mas mesmo vivos sendo,
Tentamos sobreviver

A cada dia mais tristeza,
A cada palavra a falsidade
Será que alguém pensa em mim?
Será que sente saudade?

Meu mundo tão solitário,
Encontra-se no vazio
E as paredes que me olham
Faz dele mais sombrio

Tentamos encontrar respostas,
Nos olhos, em um outro ser,
Tentamos achar o valor
Que damos ao nosso viver

Se somos tão imperfeitos
Que possamos então morrer
Em paz , talvez eternamente,
Bem mais eterno que o sofrer....

Comentário: São minhas idéias revertidas em palavras...