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Eu
já fui homem, cabra macho
Já fui muito mais macho
Do que os outros foram
Mas o tempo, aliado de alguns
E inimigo de outros
Não me deixou, nem um pouco
Me desfrutar de tal tesouro
No
lugar de onde eu vim
Minha reputação ficou
O homem cabra macho
Que nunca se entregou
É aó mais um indivíduo que se regostrou
Antes
de ser macho, eu sou homem
Homem que nunca se alimentou
De falsas promessas
Que um dia se revelarão
Nem da cultura de destampar a visão
Das mulheres cegas do meu sertão
Feito
o caminho da ilusão
Carrego com muito orgulho
O meu velho trabuco
Que a bravura da minha família
Me herdou com gosto e dedicação
O
trabalho no cangaço desvairado
Que quase não dá conta do recado
Não cansa nem estressa
O homem cabra macho
Cujo hoje, só a família interessa
Traçado
um plano de vida
Com muita água e comida
O homem cabra macho
Reuniu toda a família
Para planejar sua ida
À cidade de fumça cinza
Rezando
para Deus, Maria
E todos os Santos que pudia
Para ver se tudo certo daria
E mesmo com toda essa agonia
O homem cabra macho não desistia
E chegava pouco a pouco
À sua meta de vida
O
filho mais velho
Que a pouco nascia
Em breve se formaria
Um belo de um doutor
tal que o pai sempre sonhou
Agora é quem alivia toda a dor
Da família por quem sempre lutou
O
homem cabra macho
Hoje já é avô
E passa por cima de todo o seu orgulho
Quando se chama de senhor
E olha no fundo dos olhos do neto
A espernçã de um mundo sem horror
Que um dia há de ser um retrato
De um povo sem ódio
Que com apenas um ato
Consiga elevar o esplendor
Da atmosfera de um mundo de amor
Esse
mundo que não tem conhecimento
Do seu poder de união
Um poder cujo os cabra macho
Sempre evitando reprimir seus cargos
Comandam esse planeta
Transformando-o em puro ódio
E na tal ira que nos acerca
Comentário: Essa foi a minha 1ª poesia,
tomara que vocês gostem.
Muito obrigado pela oportunidade.
Abraços.
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