nome: Gabriel José Lima de Mesquita
cidade: Brasília

idade: 18
estado: Distrito Federal

   
 
Já me disseram que o aço enferruja
Pois é babym mas no meu caso
O aço é inoxidável
O aço que constitui meus nervos
Isso mesmo baby,
Nervos de açosão o que me mantem
Não importa o que aconteça
O aço dos meus nervos não enferruja
Ah, você quer provar?
Então me faça chorar
Eu pago pra ver
Te conto tudo oque você quizer saber
Da minha vida, da minha família,
Dos meus amores, os quais não tive
Só respeito e amizade
Mas nem todo o respeito do omundo
Vai me fazer chorar
Pois como já disse baby
Meus nervos são de aço
E aço inoxidável
A única coisa que você pode fazer É tentar me fundir
Mas é inútil baby
Uma vez saído da fábrica
O aço nunca mais se funde

Sou escravo dos meus princípios
Mas abro maão de todos eles
Para quem me fundir
Ou me enferrujar
Mas no fundo no fundo
Eu tenho é muito medo
de que a chapa do meu aço fique cada vez mais grossa
Tanto que eu não possa
Ver a beleza à minha volta
Do céu cinza e do atordôo no solo
Negro como o Universo
com listras que lembram nervos
Nervos do meu corpo
Tão estáveis quanto escassos
Esses meus nervos de aço
Agora, se me dão licença
Tenho mais o que fazer
Do que esperar pra ver
Quem é que vai aparecer
E fazer derreter
Meus nervos tão escassos
Esses meus nervos de aço.

Comentário: Não foi tão boa quanto a primeira mas tá valendo né galera!
Valeu!

   
 
colocada no ar dia: 11.08.2003

   

 

Eu já fui homem, cabra macho
Já fui muito mais macho
Do que os outros foram
Mas o tempo, aliado de alguns
E inimigo de outros
Não me deixou, nem um pouco
Me desfrutar de tal tesouro

No lugar de onde eu vim
Minha reputação ficou
O homem cabra macho
Que nunca se entregou
É aó mais um indivíduo que se regostrou

Antes de ser macho, eu sou homem
Homem que nunca se alimentou
De falsas promessas
Que um dia se revelarão
Nem da cultura de destampar a visão
Das mulheres cegas do meu sertão

Feito o caminho da ilusão
Carrego com muito orgulho
O meu velho trabuco
Que a bravura da minha família
Me herdou com gosto e dedicação

O trabalho no cangaço desvairado
Que quase não dá conta do recado
Não cansa nem estressa
O homem cabra macho
Cujo hoje, só a família interessa

Traçado um plano de vida
Com muita água e comida
O homem cabra macho
Reuniu toda a família
Para planejar sua ida
À cidade de fumça cinza

Rezando para Deus, Maria
E todos os Santos que pudia
Para ver se tudo certo daria
E mesmo com toda essa agonia
O homem cabra macho não desistia
E chegava pouco a pouco
À sua meta de vida

O filho mais velho
Que a pouco nascia
Em breve se formaria
Um belo de um doutor
tal que o pai sempre sonhou
Agora é quem alivia toda a dor
Da família por quem sempre lutou

O homem cabra macho
Hoje já é avô
E passa por cima de todo o seu orgulho
Quando se chama de senhor
E olha no fundo dos olhos do neto
A espernçã de um mundo sem horror
Que um dia há de ser um retrato
De um povo sem ódio
Que com apenas um ato
Consiga elevar o esplendor
Da atmosfera de um mundo de amor

Esse mundo que não tem conhecimento
Do seu poder de união
Um poder cujo os cabra macho
Sempre evitando reprimir seus cargos
Comandam esse planeta
Transformando-o em puro ódio
E na tal ira que nos acerca


Comentário: Essa foi a minha 1ª poesia,
tomara que vocês gostem.
Muito obrigado pela oportunidade.
Abraços.