Paródia de "Faroeste Caboclo" (Legião Urbana)


Não tinha sorte aquele tal do seu Churissu

Era o que todos diziam logo quando ele nasceu

Deixou pra traz o ministerio da Fazenda

Só pra formar uma guangue que só tinha pigmeu

Quando criança ele era o protegido

Ainda mais quando uma queda de xadrez do pai venceu

Era um tremendo narcisista, ele se amava

E no espelho ele se olhava, foi assim que se perdeu

Ia pra igreja como chefe financeiro

Na gerência do dinheiro da caixinha do altar

Mas ele estava todo de cabeça quente

Pois queria mais dinheiro pra poder organizar

Ele queria era administrar

E ter dinheiro pra poder meter a mão

Foi no barbeiro, ele queria berbear

Mas o menino ainda não tinha barba não

Ele roubava economias da sua casa

De tanta grana que tinha aos dez era financiador

Aos quinze foi mandado prum ambulatório

Se queixava da barriga e que sentia muita dor

Não entendia as injeções que ele tomava

Não gostava da picada que é do que ele tinha horror

Pro hospital decidiu virar as costas,

Voltou pra sua casa e foi brincar de corretor

E lá chegando foi olhar o seu cofrinho

Viu que ele estava vazio e se pôs a gritar

E no cofrinho tinha uma mensagem

Ele viu que era o vizinho que queria lhe falar

Dizia ele: "eu odeio sua família

E decidi que dela eu vou roubar"

"Não adianta você fazer guerrilha,

Neste país você tem que acostumar"

E Churissu aceitou sua proposta

E conseguiu um bom emprego de repórter no jornal

Ele ficou bestificado com a verdade

Que era toda deturpada, pre eles isso era normal

Meu Deus! Mas quanta gente rica!

Como eu sou novo eu preciso me informar

Falar besteira pra ganhar muito dinheiro

Andar de terninho lavado e gravatinha

Na sexta-feira ia pra bolsa de valores

Aplicar o seu dinheiro de rapaz trabalhador

E conhecia muita gente interessante

Até um preto bastardo que era vereador

Um comunista, um ex-chefe de polícia

E muita grana ele tirou de lá

Seu nome era Afanásio, ele dizia

Que a presidente ele ainda ia chegar

E Seu Churissu até a morte trabalhava

Mas a grana ainda não dava pruma empresa ele montar

E ouvia às sete seu próprio noticiário

Ele que sempre dizia pra não se desanimar

Mas ele não queria mais conversa

Foi fazer como Afanásio, pra política ia entrar

E convocou o seu cabo eleitoral

E a campanha pro senado ele ia começar

Logo, logo todo o povo do país

Soube dessa novidade: "Tem maluco bom aí!"

E então o Seu Churissu foi eleito

E acabou com todos os corruptos dalí

Fez amigos, frequentava a Casa Branca

E a alta sociedade pra se inteirar

Mas derrepente sob uma má influência

Dos corruptos amigos começou a roubar

Já com o primeiro roubo ele comprou

Aquela empresa que era o que ele tanto lutava pra ter

Influência somada com seu bolso

Comprava a todos "Quase sem querer"

Agora Seu Churissu era ministro

Destemido e temido e era um grande industrial

Não tinha nenhum medo de corrupto

Capanga ou mondrongo e nem repórter de jornal

Foi quando descobriu aquela mina de diamantes

E dos roubos ele se arrependeu

A grana dele era uma fortuna linda

As atenções dele pra grana o Seu Churissu prometeu

Comprou a moça que ele ia se casar

E mais dinheiro ele queria ter

E nas moedas ele sempre ia nadar

E o mais rico do planeta eu quero ser

O tempo passa e um dia e um dia vam na porta

Um rapaz de alto porte com um cartão de amor

E ele faz uma proposta amorosa

E diz que espera uma resposta de Churissu sem rancor

Foi uma bomba pro seu emocional virar homosexual

Não sei se eu faço não!

No ministério eu tenho fama de homem com H

Eu sempre faço minha pose de machão

E é melhor o senhor me dar um tempo

Nunca corra contra o vento, assim me explode o coração

Mas antes de sair com lágrimas no olhar

Churissu disse: "Eu aceito sua proposta, seu gatão!"

Você deixou de ser homem meu irmão

Você deixou de ser homem meu irmão

Estas palavras vão viras a sensação

Um milionário que deixou de ser machão

Não é que resolveu pintar o sete

Ele então virou manchete e decidiu então parar

Choramingou e no meio da choradeira

Descobriu aquela câmera que estava a lhe filmar

O Afanásio logo foi à sua procura

Ele dizia que essa fama de Churissu ia tirar

Provou pra todos que o ministro era homem

E Churissu teve um filho, assim podia confirmar

Mas acontece que aquele seu vizinho

Um banqueiro de renome apareceu por lá

Ficou sabendo da história do ministro

E decidiu que com Churissu ele ia arruinar

O Afanásio resolveu virar os bois

Como Churissu, decidiu então mudar

E Seu Churissu foi se apaixonar depois

Por Afanásio que também queria dar

Mas o banqueiro, um pentelho pelicano

Organizou o seu plano pra poder contratacar

Ele usava comentários indecentes

E apesar de ele ser gente so sabia relinchar

E Seu Churissu a muito tempo não transava

E a vontade começou a lhe excitar

O Afanásio viajava pela Rússia

E de saudades começou a chorar

E no aeroporto ele chorou

Depois do que ele encontrou, nem digo pra vocês

Com o Afanásio o Banqueiro se casou

E um filho nele ele fez

Seu Churissu era só ódio por dentro

E sem deixar nenhuma pista o banqueiro ameaçou

Amanhã publico em todos os jornais

O que é que se passa por traz desse banqueiro malfeitor

E você pode preparar as suas armas

Que eu acabo mesmo com a sua fama, traidor!

E falo pra esse povo a verdade

Conto pra toda a cidade este seu caso de amor!

E Seu Churissu não sabia o que fazer

Quando soube que o Afanásio se matou

Deram notícia dessa morte na TV

Dizendo a hora e o local de onde pulou

No outro dia, hora do noticiário

Todo o povo sem demora liga o rádio para ouvir

Um banqueiro inimigo de ministro

Vira bicha e o caso só tendia a prosseguir

E o banqueiro invadiu logo o estúdio

Pegou logo o microfone e começou a desmentir

Um repórter tentou logo afastá-lo

Mas seu chefe gritou alto pra deixá-lo prosseguir

E o ministro então chamou a segurança

"Expulse agora o invasor que entrou assim"

E a TV já filmava aquela dança

"Virou escândalo, estou frito, estou aqui"

Churissu então pintou seus olhos

E então pra todo o povo ele apareceu

Ele assumia que era bicha pra depois

Contar pra todo o povo o que é que se deu!

Seu banqueiro eu não sou bicha e sei que você também é

Mas eu não traio pelas costas não

Olha pra cá, capitalista sem vergonha

Olha firme a minha mão e vem sentir um bofetão

E Seu Churissu mais pra perto ele foi

E deu porrada no banqueiro traidor

Seu ex-vizinho se arrependeu depois

E se exilou, foi morar em Salvador

E o povo declarava que o ministro da fazenda

Era bicha só que sabia vencer

E a alta sociedade da cidade

Não acreditou no escândalo que viram na TV

Seu Churissu se matou num outro dia

Deixou tudo para a filha, deixe ela sofrer

Ele queria era transar com toda gente

Ele não ia mais ser gente, ele só quer: "Foder!!"